quarta-feira, 16 de março de 2016
Magnus Chase e os Deuses de Asgard - Rick Riordan
"Escolhido por engano, não era sua hora, Um herói que, em Valhala, não pode permanecer agora.
Em nove dias o sol irá para o Leste,
Antes que a Espada do Verão a fera liberte."
O Senhor das profecias retornou. Não, não é o Oráculo, mas sim Rick Riordan, que desta vez nos traz uma nova série baseada na mitologia nórdica.
A Espada do Verão é o primeiro livro da série Magnus Chase e os Deuses de Asgard e conta a história de um herói morto. Calma, não se trata de um livro mórbido e sim de um dos livros mais irônicos e divertidos já escritos por Riordan.
Para começar, imagine Kurt Cubain. Imaginou? Pronto. Com cabelos louros na altura dos ombros e olhos azuis incríveis, Magnus Chase é a cara do astro do Nirvana. Depois da estranha morte de sua mãe, o garoto de dezesseis anos passa a morar nas ruas de Boston, vive se metendo em encrencas, fugindo de assistentes sociais e evitando policiais. Até que um belo dia o garoto reencontra seu tio Randolph na rua e simplesmente resolve invadir a casa do cara. Randolph é um homem perigoso, alguém de quem sua mãe mandou manter distância. Depois de uma difícil conversa com o tio e de descobrir que está sendo perseguido, provavelmente até morte, Magnus descobre mais uma coisinha: ele é filho de um Deus e esse Deus não é grego, romano e muito menos egípcio. Magnus Chase é filho de um Deus nórdico e sua herança é uma espada perdida à dois mil anos.
Quando Magnus tenta recuperar a espada pela primeira vez, logo após a conversa com seu misterioso tio, ele se depara com um Deus do fogo, Surt, O Negro, e arriscando a vida de vários pedestres desavisados os dois de digladiam pela Espada do Verão. Até que chega ao ponto em que nosso herói de olhos azuis está quase derrotando o vilão flamejante, e inesperadamente Surt consegue se recuperar e dispara um golpe fatal contra o garoto.
E Boooom!!! Magnus morre. Fim.
Sim, ele realmente morre. Literalmente.
Porém neste livro, a história começa quando deveria terminar.
Depois de morto, Magnus vai para Valhala e transforma-se em um einherjar (se pronuncia in-RER-iar) tornando-se um dos soldados do exército perpétuo de Odin, guerreiros que lutaram bravamente na outra vida, lutarão bravamente no dia do juízo final, o Ragnarök.
A partir daí a coisa realmente esquenta. Magnus tem que aceitar sua nova condição de morto, superar a morte ainda recente da mãe e desvendar os mistérios por trás dela, descobrir quem é seu pai, recuperar a Espada do Verão que se perdeu outra vez e assim como todos os outros guerreiros em Valhala, se preparar para o Ragnarök. Com a ajuda de novos e velhos amigos e até de inimigos, Magnus partirá para uma aventura inesquecível baseada em uma profecia, aventura esta que mudará sua vida para sempre, ou melhor dizendo, sua pós vida.
Eu sou apaixonada pela escrita leve, empolgante e engraçada de Rick Riordan, portanto sou suspeita para opinar. Mas o livro é realmente muito bom, vai fazer você gargalhar, se perguntar porquê está lendo algo assim, e depois vai chorar por tê-lo acabado de ler. Não necessariamente nessa ordem. Você não vai conseguir parar de ler, é viciante e se trata de uma leitura rápida e gostosa, que te transporta diretamente para o mundo de mitologia e Deuses nórdicos proposto pelo autor. Eu o recomendo muitas e muitas vezes.
O segundo livro da série que se chama O Martelo de Thor, será lançado em outubro deste ano. Já o recomendo também.
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